Casas modulares agregam produtividade à construção

Talvez você ainda não tenha ouvido falar muito sobre casas modulares industrializadas. No entanto, certamente sabe que construir mais em menor tempo é um desafio enorme, certo?

A dificuldade torna-se ainda maior diante da necessidade de se garantir custos previsíveis, alta qualidade e sustentabilidade.

Além disso, você também deve ter visto muitos especialistas comentarem sobre a urgência em abandonar modos de produção artesanal. A tendência, no Brasil e no mundo, é deixar de lado a construção tradicional que é intensiva no consumo de mão de obra, tem prazos de execução longos, orçamentos imprecisos e, ainda, gera atrasos, custos maiores do que os previstos e desperdícios.

Se quiser algumas referências, cito duas:

A primeira é o engenheiro e consultor Luiz Henrique Ceotto (ex Inpar e Tishman Speyer). Em entrevista exclusiva para o Buildin, ele afirmou que “a baixa produtividade e a variabilidade da qualidade da construção civil brasileira estão diretamente associadas à construção artesanal”. Ou seja, é preciso investir cada vez mais em engenharia civil.

Quem também defende a construção industrializada e modular é o engenheiro e consultor Jonas Medeiros, diretor da Inovatec e CEO da Cubicon. Segundo ele, “esta é a única maneira de romper com o ciclo de atraso tecnológico em que estamos no momento”.

Casas modulares são mais baratas?

Foi em resposta à necessidade de racionalizar recursos e de aumentar a eficiência construtiva que surgiram as casas modulares.

No entanto, é necessário entender a questão de custo e de todos os benefícios inerentes às casas modulares de uma maneira mais ampla para chegar a uma resposta a esse tipo de pergunta.

Afinal, ao falar desse tipo de casa pensamos em edificações industrializadas montadas a partir de módulos. Estes, por sua vez, produzidos industrialmente e sob rigorosos métodos de controle de produção.

Isso, por si só, já é um indicativo de que as casas modulares tendem a apresentar menor incidência de patologias construtivas. Em outras palavras, o custo de manutenção das casas modulares geralmente é bem menor. Isso porque desde a concepção há uma preocupação com a maneira como vão se dar todas as interfaces existentes na edificação.

Mais do que isso, essas interfaces são previamente testadas em laboratório e, assim, têm desempenho assegurado. Ou seja, não há improvisos no canteiro. Da mesma maneira que as quantidades de materiais e componentes a serem consumidos são precisas e previamente conhecidas.

Previsibilidade e eficiência construtiva

Com isso, não há custos adicionais que possam surpreender os fabricantes, montadores e clientes. Além disso, por serem menos dependente de mão de obra – e de todas as suas variáveis de produtividade – as casas modulares proporcionam mais previsibilidade com relação a prazos.

A construção de casas modulares não apresenta, por exemplo, variabilidade no custo.

Os custos indiretos são menores e há total previsibilidade.

Considerando todos esses fatores associados, é possível dizer que as casas modulares podem ser mais baratas do que as convencionais, desde que haja escala, uma condição importante para se obter ganhos de produtividade, num processo industrial.

Industrializar é tendência com vistas ao ganho de produtividade

De acordo com estudo da Turner and Townsend, a expectativa é a de que esse tipo de construção aumente globalmente 6% até 2022. Na Suécia, cerca de 84% das casas construídas já são modulares. No caso do país nórdico, utiliza-se essencialmente componentes de madeira.

Para o Brasil, a industrialização da construção é um dos principais pontos para a redução do déficit habitacional de mais de 7,7 milhões de residências.

Afinal, a partir da construção industrializada é possível construir mais em menos tempo. Além disso, a construção industrializada tem custos previsíveis, com ganho de qualidade, desempenho e, consequentemente, sustentabilidade. Isso também porque reduz desperdícios e geração de resíduos.

Por que investir em construção modular?

  • Trata-se de um produto final com desempenho pré-testado e garantido;
  • Redução substancial dos prazos de execução e do custo global. A construção modular é menos suscetível a fatores climáticos, uma vez que a fabricação de cada módulo ocorre num ambiente industrial (off-site);
  • Melhor previsibilidade de custo e prazo. A padronização garante que a casa possa ser construída com alta eficiência, com etapas e processos claros.
  • Redução expressiva de mão de obra direta no canteiro e uso de montadores especializados e, consequentemente, redução de seguros e de passivos judiciais;
  • Geração de empregos de melhor qualidade. Ou seja, boa parte do trabalho se desloca do canteiro para acontecer em uma indústria;
  • Perdas de materiais próximas de zero;
  • Novas tecnologias permitem produção em massa, mas customizada, flexível e expansível;
  • Redução de custos de pós-obra e de manutenção.
  • Processos de produção mais sustentáveis. Considerada como uma construção limpa, a construção modular reduz a geração de entulho e o desperdício de materiais em até 80%.

Fonte: Buildin – Construção e Informação (https://www.buildin.com.br/)

 

 

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